Por que a “gambiarra” virou padrão nos ERPs e como isso está matando a eficiência das empresas
- Fernando Ribeiro
- há 1 dia
- 3 min de leitura

Existe uma cena que se repete em quase toda empresa que usa ERP Protheus.
O sistema está lá.Os módulos estão implantados.Os dados estão sendo lançados.
Mas, na hora da decisão… alguém abre o Excel.
Isso virou tão normal que ninguém mais estranha.
Planilhas paralelas.Controles manuais.Conferências fora do sistema.Ajustes de última hora.“Deixa que eu confiro.”
Essa cultura da gambiarra não nasceu por acaso. Ela é fruto de anos de adaptações improvisadas, demandas urgentes, equipes sobrecarregadas e decisões que sempre priorizaram o curto prazo.
O problema é que esse modelo não escala.E pior: ele cobra uma conta invisível.
A ilusão do “funciona”
A maioria das empresas não percebe que está operando mal.Elas percebem apenas quando algo dá errado.
Uma multa inesperada.Um retrabalho absurdo no fechamento.Um número divergente na reunião da diretoria.Um fiscal pedindo algo que ninguém consegue explicar.
Até lá, tudo parecia “funcionar”.
Mas “funcionar” não é sinônimo de eficiência.
Um processo que depende de ajustes manuais não é robusto.Um processo que depende da memória de alguém não é confiável.Um processo que acontece fora do sistema não é auditável.
Ele só está sobrevivendo.
Como a gambiarra vira padrão
Gambiarras não nascem ruins.Elas nascem úteis.
Um campo que não existia.Um relatório que não saía.Uma regra fiscal que mudou.Uma integração que demoraria meses.
Alguém resolve rápido.Cria uma planilha.Faz um ajuste manual.“Depois a gente arruma.”
Só que o depois nunca vem.
A empresa cresce.O volume aumenta.O risco escala.
E a gambiarra vira processo.
O problema não é técnico. É cultural.
Muita gente acha que o problema está no ERP Protheus.
“Esse sistema é ruim.”“Esse módulo não funciona.”“Isso aqui é limitado.”
Na prática, o maior problema não é tecnológico.É cultural.
É a aceitação do improviso como padrão.É a normalização do retrabalho.É a ideia de que “sempre foi assim”.
Empresas maduras não aceitam processos frágeis.
Elas projetam processos para:
✔ funcionar sem heróis
✔ suportar crescimento
✔ resistir a auditorias
✔ sobreviver à troca de pessoas
O custo invisível da gambiarra
Quando você olha para um processo manual, você enxerga apenas o tempo gasto.
Mas existem custos que não aparecem em nenhuma planilha:
Tempo de conferência
Tempo de retrabalho
Tempo de correção
Tempo de alinhamento
Tempo de explicação
Além disso, existe o custo psicológico:
Estresse
Medo de errar
Dependência de pessoas específicas
Sensação de caos
Tudo isso reduz produtividade.Tudo isso corrói a confiança.
ERP não é registro. É arquitetura de decisão.
Muitas empresas usam ERP Protheus como se fosse um grande bloco de notas.
Elas registram o que aconteceu, mas não confiam no que está lá.
Isso é um desperdício gigantesco.
O papel de um ERP é: ✔ organizar ✔ padronizar ✔ automatizar ✔ validar ✔ consolidar
Quando você tira parte do processo para fora, você destrói essa arquitetura.
O risco fiscal mora nos detalhes
Na área fiscal, esse problema é ainda mais grave.
A complexidade brasileira não aceita improviso.
Uma classificação errada.Um imposto calculado fora do padrão.Uma regra aplicada manualmente.Uma exceção não documentada.
Tudo isso vira passivo.
E o mais perigoso: ninguém percebe na hora.
O erro só aparece quando é caro.
Automação não é sobre velocidade
Muita gente acha que automação serve apenas para ganhar tempo.
Na verdade, ela serve para ganhar controle.
Automação de verdade: ✔ elimina variação ✔ reduz erro humano ✔ cria padrão ✔ gera rastreabilidade ✔ facilita auditoria
Velocidade é só consequência.
O papel da liderança
Processos frágeis não são culpa da equipe.Eles são resultado de decisões de liderança.
Toda vez que um líder aceita uma gambiarra como solução definitiva, ele está ensinando a empresa a improvisar.
Toda vez que ele prioriza “entregar logo” ao invés de “entregar direito”, ele cria dívida operacional.
E essa dívida cobra juros.
Onde a maioria erra ao tentar resolver
Muitas empresas tentam resolver isso com:
❌ Mais pessoas ❌ Mais conferência ❌ Mais planilhas ❌ Mais controles manuais
Isso só aumenta a complexidade.
O caminho certo é o oposto:
✔ menos exceção
✔ mais padrão
✔ mais sistema
✔ menos dependência de pessoas
A visão da Compila
Na Compila, a gente não acredita em ERP como ferramenta operacional.
A gente acredita em ERP como infraestrutura de decisão.
Não vendemos horas. Não vendemos código. Não vendemos ajustes isolados.
Nós redesenhamos processos para que eles funcionem sozinhos.
Sem gambiarras.
Sem heróis.
Sem dependência.
Conclusão
Se você precisa confiar mais nas planilhas do que no seu ERP, existe algo errado.
Se o seu processo só funciona quando uma pessoa específica está presente, existe algo errado.
Se a sua equipe vive apagando incêndio, existe algo errado.
O problema não é o sistema.É o modelo mental.
E isso é totalmente reversível.
📌 Se você quer entender como transformar o Protheus em uma plataforma de decisão e não apenas de registro esse é exatamente o tipo de problema que a Compila resolve.



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